Agência Minas Gerais | Governo de Minas entrega máquinas de costura do projeto Trajeto Moda em Chapada Gaúcha
maio 7, 2026O governador Mateus Simões, acompanhou, nesta quinta-feira (7/5), a entrega de 19 máquinas de costura do Governo de Minas para o programa Trajeto Moda, em Chapada Gaúcha, no Norte de Minas. O evento foi realizado no Espaço Trajeto Moda, com presença de autoridades locais e alunas do projeto.
A iniciativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) promove a inclusão produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica, com foco na autonomia financeira e geração de renda. Serão 15 mulheres atendidas nesta etapa do programa no município, com atividades previstas para começar em julho e terminar em outubro.
O Governo de Minas investe R$ 272,5 mil para a execução do projeto. Deste total, parte é destinada à compra das máquinas de costura e parte à qualificação profissional das participantes. O governador enalteceu a importância do Trajeto Moda para além da capacitação na costura.
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Além do maquinário, o programa oferece formação em corte e costura, aliada a conteúdos de empreendedorismo, educação financeira e desenvolvimento pessoal, preparando as participantes para gerar renda e atuar no mercado de trabalho.
“Fico muito feliz em ver que quem já costurava vai ter mais técnica e vai conseguir estar no mercado de uma forma mais presente e quem não costurava ainda passa a ter agora um caminho na direção da autonomia financeira”, completou o governador. Só no Norte de Minas, 21 municípios já foram atendidos pelo programa, previsto em outras 11 cidades, além de Chapada Gaúcha.
Independência
O Trajeto Moda já atendeu 799 mulheres em 58 cidades no total. Até o fim de 2026, a meta é chegar a 122 municípios, alcançando 1.790 mulheres em Minas, com investimento estimado em R$ 23 milhões. A seleção é feita com apoio dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), priorizando mulheres inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e em situação de vulnerabilidade.
Em todo o estado, já foram investidos mais de R$ 2 milhões exclusivamente para a compra de 1.083 máquinas, já entregues para 76 municípios.
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Para muitas mulheres, o Trajeto Moda é a primeira oportunidade de renda própria e da conquista dessa autonomia financeira. É o caso da estudante e autônoma Angelina Bastos, que se inscreveu no programa para aprender a costurar e confeccionar peças de roupas. “Eu já costurava o básico, só que não dá volume e é muito mais trabalhoso, agora vou investir mais ainda porque eu sempre tive vontade de fazer roupa”.
“Eu adoro, acho muito lindo. Agora, com a estrutura oferecida, com as máquinas que teremos à disposição e força de vontade, vai dar certo”, explicou a jovem, que também é mãe solo.
O Trajeto Moda também proporciona a chance de aperfeiçoar e atualizar o trabalho mesmo para mulheres que já viviam da costura. A aposentada Maria Reis trabalha com costura há mais de 30 anos e vê no programa a oportunidade de aprender a manusear equipamentos mais modernos, que possibilitam fazer outros tipos de cortes e bordados.
“Ganhei a minha primeira máquina de costura em 1979 e desde então eu faço pano de prato, toalhas, roupas e vendo para meus vizinhos e pessoas conhecidas. Com estas novas máquinas, vou poder fazer coisas que os meus antigos equipamentos não são capazes de fazer”, observou Maria Reis.
Regularização Fundiária
Ainda em Chapada Gaúcha, o governador Mateus Simões assinou despacho governamental autorizando a Companhia de Habitação de Minas Gerais (Cohab Minas) a firmar Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a prefeitura do município para a realização da regularização fundiária de imóveis da área urbana da cidade, por meio do Minas Reurb 2.0.
No contrato de prestação de serviço, está prevista a regularização de 300 unidades imobiliárias em Chapada Gaúcha, com a emissão dos títulos de propriedade.
“O imóvel regularizado promove três mudanças de vida para o dono do imóvel. O primeiro é a tranquilidade de pôr a cabeça no travesseiro com a certeza de que ninguém vai tomar o que é seu. O segundo é ter acesso a crédito, já que o imóvel pode ser usado como garantia. E o terceiro é valorizar o imóvel porque, obviamente, o imóvel que pode ser financiado, que tem registro, vale muito mais”, detalhou o governador Mateus Simões.