No começo dessa semana, representantes da Secretaria de Saúde de Ubatuba participaram de uma capacitação estadual de aperfeiçoamento sobre diagnóstico e tratamento de acidentes por animais peçonhentos, promovido pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. O curso reuniu profissionais de referência do município com atuação na Vigilância Epidemiológica, no Ponto Estratégico de Soros e Antivenenos (PESA) da Santa Casa de Ubatuba e na UPA Maranduba.
Ao todo, 11 profissionais entre médicos e enfermeiros participaram da formação, com carga horária de 20 horas. “A proposta foi atualizar e padronizar os protocolos de atendimento para acidentes envolvendo animais peçonhentos, qualificando o manejo clínico, a condução dos casos, o uso de soros antivenenos e a tomada de decisão nos serviços de saúde. Após a capacitação, os participantes atuarão como multiplicadores das orientações técnicas junto às equipes do município”, explicou a enfermeira coordenadora da Viep, Alyne Ambrogi.
A programação do curso contemplou conteúdos sobre epidemiologia dos acidentes, importância da notificação dos casos, identificação dos principais animais peçonhentos de relevância em saúde, além de diagnóstico e tratamento de acidentes ofídicos, aracnídicos e outros agravos relacionados.
“A atualização técnica dos profissionais contribui para o aprimoramento do atendimento prestado à população e para o fortalecimento das ações de educação em saúde voltadas à prevenção desses acidentes”, destacou a Secretária de Saúde, Simone Brito.
Ubatuba conta, atualmente, com ponto estratégico para atendimento com soros e antivenenos na Santa Casa de Ubatuba e está em trâmite junto ao Ministério da Saúde e ao Governo do Estado para habilitação de um novo ponto na UPA Maranduba.
No município, os principais registros de acidentes envolvem serpentes do gênero botrópico, aranhas dos gêneros Loxosceles (aranha-marrom) e Phoneutria (aranha-armadeira), além de abelhas. Em 2025, foram notificados 219 casos de acidentes por animais peçonhentos em Ubatuba, sendo 55 relacionados a serpentes botrópicas (conhecidas popularmente como jararacas, urutus, jararacuçus e cotiaras). Em 2026, até o momento, já foram registrados 57 casos, dos quais 13 envolveram serpentes.
A coordenadora da Viep também reforçou a importância das medidas preventivas durante atividades em áreas de mata e vegetação. “É fundamental utilizar equipamentos de proteção, como botas, perneiras e luvas, além de manter atenção com ralos, calçados, acúmulo de entulho e lixo, que favorecem a presença de aranhas e escorpiões”, salientou
Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente atendimento em unidade de Saúde habilitada para aplicação de soro antiveneno.