Estudantes refletem sobre ancestralidade e enfrentamento ao racismo – Prefeitura Municipal de Ubatuba

novembro 12, 2025 Off Por

Os estudantes dos 8º anos da Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves, localizada no Centro de Ubatuba, participaram de uma palestra com o tema “Povos Quilombolas: Questões Étnico-Raciais, Ancestralidade, Relações com a Terra, Parentesco, Território e Tradições Culturais”, na última terça-feira, 11.

A atividade foi conduzida por Vicentina Gabriel do Prado Azevedo, professora da Rede Municipal de Ensino, e Tayna Soares do Prado, aluna do curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do ABC (UFABC). O encontro reuniu 195 alunos e proporcionou momentos de aprendizado e reflexão sobre a diversidade cultural e a valorização das identidades étnicas.

Durante a palestra, os estudantes conheceram mais sobre as comunidades tradicionais de Ubatuba (caiçaras, indígenas e quilombolas), suas histórias, costumes, modos de vida e a relação com o meio ambiente. A professora Vicentina destacou a importância de reconhecer a ancestralidade e a identidade individual, incentivando os alunos a refletirem sobre suas origens e raízes.

Um dos temas centrais abordados foi a educação antirracista. As palestrantes apresentaram estratégias práticas de enfrentamento ao racismo, como não minimizar atitudes discriminatórias, promover o respeito, reconhecer as vozes e experiências das pessoas negras e denunciar casos de preconceito.

“Com essa iniciativa, a escola reafirma seu compromisso com uma educação inclusiva, consciente e antirracista, valorizando as diferentes histórias e culturas que compõem a sociedade brasileira”, afirmou a coordenadora pedagógica da escola, Andrea Giannini.

A palestra também destacou a Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo), que estabelece punições para crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

“Quando a escola atua sob a perspectiva do enfrentamento do racismo estrutural, contribui diretamente para a valorização das identidades negras e o fortalecimento do respeito às diferenças”, ressaltou o secretário adjunto de Educação, José Carlos Firme.